Libertação e Cura Interior
Por: Milton Azevedo Andrade em 07/11/2008
Muitos nos têm questionado, com frequencia, alguns aspectos do ministério de libertação e cura interior. As perguntas em negrito a seguir são algumas delas, que são respondidas com o objetivo de esclarecer a muitos que, com sinceridade, buscam entendimento, com base nas Escrituras, sobre esses pontos.
Jesus, quando ministrava, não mandava ninguém renunciar nada. ELE simplesmente mandava embora o demônio. Por que os Ministérios de Libertação não agem desse modo?
Precisamos entender que nem tudo que Jesus nos instruiu a fazer foi uma prática que ELE mesmo realizou. Por exemplo, com respeito ao batismo, Jesus não batizou ninguém, mas ele incumbiu seus discípulos de batizar todos os que nele cressem (Mt 28:19). Também com respeito à unção com óleo - que é uma prática também empregada no ministério de libertação - vemos nas Escrituras que Jesus instruiu seus discípulos a praticá-la, pois a escritura diz "expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo" (Mc 6:13). Sim, se eles agiam desse modo, foi porque Jesus os havia instruído a esse respeito. Mas não encontramos na Bíblia nenhuma referência a Jesus, ele mesmo, ungindo.
Vemos assim, na Palavra, que havia uma diferença entre o procedimento de Jesus e a forma como Ele ensinou a seus discípulos para ministrarem. Por quê? Porque, mesmo como Filho do Homem, sua unção era total; sua fé era perfeita. Se tivéssemos a unção de Jesus, e a fé que Jesus tinha, não precisaríamos, numa ministração, passar por todos esses passos, que normalmente somos dirigidos pelo Espírito a passar (a renúncia dos pecados ainda não confessados, a unção com óleo, etc.) Creio que também os discípulos não teriam tido a instrução para ungir com óleo, se eles tivessem a mesma unção de Jesus.
Se tivéssemos a condição espiritual de Jesus, poderíamos repreender os demônios e a pessoa seria totalmente liberta, na hora! Não seria necessário quebrar a legalidade dos demônios mediante a renúncia, pois a legalidade seria quebrada através da nossa unção e fé. (Este ponto é extensivamente abordado por mim em meu livro "Santidade e Poder", publicado pelo Ministério Ágape Reconciliação.) O que a Escritura nos revela é muito importante: Jesus mesmo ensinou seus discípulos a ministrarem de um modo que ELE mesmo não fazia, pois ELE tinha a unção total! Por que, então, querem alguns que ministremos da mesma maneira que Jesus ministrava, se não temos a unção e a fé que ELE tinha?
Aliás, foi essa a diferença entre Jesus e seus discípulos em certa ocasião, quando ELE libertou um endemoninhado, que anteriormente os discípulos não tinham conseguido libertar. O texto acha-se em Mateus 17:14-21. Os discípulos anteriormente já haviam recebido poder e autoridade para expelir demônios e curar enfermos, e tinham saído de dois em dois, e voltaram jubilosos, diante do que haviam presenciado. Assim, inconformados diante daquele caso, foram indagar ao Mestre por que eles não haviam curado aquele endemoninhado. Creio que eles tenham até mesmo ungido aquele jovem, procedendo direitinho como o SENHOR os havia ensinado. E Jesus lhes respondeu, dizendo: "por causa da pequenez da vossa fé" e "esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum" (ou, seja, mediante o que é necessário para se ter uma grande unção).
Se tivéssemos a mesma unção que Jesus tinha, se tivéssemos
"tamanha fé, de maneira tal a transportar os montes" (1Co 13:2), é claro: bastaria um comando, tal como fazia Jesus, e as pessoas seriam libertas, e também todos aqueles por quem orássemos pela cura de enfermidades seriam curados. Mas não somos tal como Jesus era (e é). Como estamos vendo, precisamos entender que, em questões de prática, não é o caso de seguirmos exatamente a forma como Jesus agia, por não termos a condição espiritual que ELE t
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