Idolatria
Por: Neuza Itioka em 22/10/2008
Como brasileiros crescemos com a idolatria. Fizemos pacto com a Rainha do Céu logo no início da nossa história. Ela é conhecida na nossa terra, como "Maria", mãe de Jesus. A pesquisa histórica e teológica nos leva a identificá-la, como muitas deusas de várias culturas e religiões: Isis, Shiva, Tanit, Diana. Uma delas é identificada como Astoreth dos moabitas, consorte de Moloque que exigia o sacrifício de crianças.
Assim, na realidade, nós estávamos adorando uma entidade que exige mutilação de corpos, sacrifício de crianças. Ela também odeia as mulheres e separa os casais. Como nação brasileira, estivemos adorando a Rainha do Céu e isso traz uma série de implicações.
Quando a idolatria se instala em uma cultura, ela a faz com uma força tal que cega multidões. E a palavra de Deus diz que os fabricadores dos ídolos e os que neles confiam se tornam semelhantes a eles (Sl 115:4-8). Dr. Koissuke Koyama, autor do livro Teologia do Búfalo expôs a questão, de maneira muito pertinente:
"A idolatria cria uma estranha dinâmica entre os ídolos e nós, os adoradores. O ídolo começa a falar, ver, ouvir, cheirar e andar por nós. Quando isto acontece, nós nos tornamos como eles, isto é cegos, surdos, amordaçados e paralisados. Acontece uma permuta viciosa no culto aos ídolos. Eles se tornam eloqüentes e nós, adoradores, mudos e passivos. A situação da idolatria é a mais dinâmica possível de ser produzida na mente humana, mas o seu produto é a paralisia e destruição e não criatividade."
A maldição hereditária que pode se perpetuar de geração em geração, é causada pela idolatria, segundo Êxodo 20:2-6. Uma outra consequência, dificilmente aceita, como tal, pelo povo em geral é que ela afeta o comportamento sexual com prostituição e perversão sexual. (Rm 1:18-27)
E a perversão sexual acompanha a violência e derramamento de sangue.
"Tu, pois, ó filho do homem, acaso, julgarás, julgarás a cidade sanguinária? Faze-lhe conhecer, pois, todas as suas abominações e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ai da cidade que derrama sangue no meio de si, para que venha o seu tempo, e que faz ídolos contra si mesma, para se contaminar! - Pelo teu sangue, por ti mesma derramado, tu te fizeste culpada e pelos teus ídolos, por ti mesma fabricados, tu te contaminaste e fizeste chegar o dia do teu julgamento e o término de teus anos; por isso, eu te fiz objeto de opróbrio das nações e de escárnio de todas as terras. As que estão perto de ti e as que estão longe escarnecerão de ti, ó infamada, cheia de inquietação. - (Ez 22:1-5)
Os ídolos se transformam em incorporação de demônios. O pau, a pedra, o gesso, o metal seja ouro ou prata - eles são apenas materiais. Mas, desde que uma imagem feita desses materiais receba a adoração do ser humano, ela se torna morada de demônios, de acordo de com o texto de I Coríntios:
"Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo. Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão. Considerai o Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes do altar? Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. (I Co 10:10-20)
E, diante de todos estes fatos, nós evangélicos, podemo-nos jactar de que estamos isentos desses pecados. Podemos afirmar que não somos de forma nenhuma idólatr
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