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Nossa História

A sua história (contada pela Dra. Neuza Itioka)
Início do Ministério da Libertação

Introdução

Tudo começou quando trabalhava com os estudantes universitários. Fui procurada por um, recém convertido, muito calado e quieto, que estava tendo problemas estranhos. Ele participava de um grupo de estudo bíblico, que se reuniam semanalmente no CTA do ITA, em São José dos Campos. Este grupo era constituído, primariamente de estudantes evangélicos, que se reuniam para orar, buscar a face de Deus e estudar a Bíblia. O grupo tinha o claro objetivo de alcançar aqueles que se interessavam pelos assuntos espirituais.

Este rapaz era, antes da conversão, kardecista e descobriu que o verdadeiro Deus era um Deus de amor, que perdoava os seus pecados e o fazia para sempre, não precisando ser reencarnado, para pagar qualquer karma. Havia se comprometido, genuinamente, com a entrega da sua vida para Jesus, foi quando os fenômenos anormais começaram a acontecer.

Contou que a sua mente se enchia de palavrões e que desmaiou algumas vezes no banheiro. Não sabia por que isto acontecia. Ele, quando procurava ler a Bíblia para se consolar, via somente os versículos de condenação, fazendo o crer que havia cometido pecados imperdoáveis e estava destinado para o inferno. Procurou alguns irmãos na fé, e durante a reunião, quando tentava louvar a Deus, subitamente a sua língua se enrolava e saia da sua boca, apenas adoração a Satanás.

Ficou apavorado e viajou daquela cidade para São Paulo para falar comigo. Era, na época, assessora dos estudantes da região de São Paulo, capital e a região litorânea. Quando ouvi aquele relato, pensei: “devem ser demônios”, que o perturbam, mas não tinha nenhuma ideia de como trabalhar o que ocorria.

Quando comecei orar por ele, ficou totalmente torto; era a manifestação de vários demônios. Eu assustada parei, mas ele dizia: por favor, continue, pois quando ora, sinto-me aliviado. Assim foram mais de seis meses de ministração, para libertar o rapaz, contando com a ajuda de um casal pentecostal.

A partir desta experiência, comecei a enfocar, entre os estudantes, mais o lado espiritual que o intelectual, da fé. Verifiquei que os alunos que se envolveram com as atividades espíritas tinham mais dificuldade de crescer na vida espiritual, nos relacionamentos e compromissos com Deus. Para mim foi uma descoberta!

Num dos congressos nacionais destes estudantes, fui convocada de última hora para falar sobre o Espiritismo, em virtude do preletor convidado ter sido impedido de comparecer. Constatei, pelo fato de ter pensado bastante sobre o assunto, que sabia muitas coisas e facilmente, comuniquei-me sobre o tema, com os participantes.

E, com isto e outras coisas, comecei a ser convidada para falar nos conselhos e congresso de pastores sobre o Espiritismo e Baixo Espiritismo, obrigando-me a pesquisar mais profundamente o assunto, a fim de preparar adequadamente as palestras.

Sentindo arder no coração o propósito de ajudar as pessoas serem libertas, decidi obedecer a Deus e ir aos Estados Unidos, fazer pós-graduação, no Fuller Theological Seminary. O tema escolhido foi baseado no que a Igreja Brasileira estava enfrentando, pois notei que ninguém falava sobre o assunto.

Conheci algumas teses de mestrado defendidas por missionários americanos, porém nenhuma se relacionava a libertação de pessoas envolvidas com o Espiritismo ou Baixo Espiritismo. Por ser um tema nada explorado, aventurei-me a estudar e escrever a tese, para o meu doutorado, “Doctor in Missiology”. Foram nove meses e uma verdadeira guerra; sentia constantemente uma forte opressão na mente.

Na época o Fuller também experimentava algo novo. John Wimber dava aulas sobre “Cura Divina” e as suas aulas eram sempre concorridas por 200 a 250 alunos, enquanto os demais professores tinham, normalmente, classes de 30 a 40. Era uma clara demonstração de um interesse significativo pelo tema, dando-me conforto, para dar continuidade à pesquisa que desenvolvia.

Após as lutas, com diploma na mão, com a tese publicada em português, na forma do livro “Os deuses da Umbanda”, voltei ao Brasil, como membro da equipe da SEPAL.

Envolvi-me também com o “AVANTE”, missão de envio de missionários, fundada por Ken Kudo. Estava compromissada para ajudar a treinar os candidatos que seriam enviados para várias partes do mundo.

Na pesquisa, constatei que a nossa cultura era impregnada da filosofia espírita, uma mistura do Kardecismo, que veio da França, com o Catolicismo Medieval Português e os deuses da Cultura Africana e como a igreja brasileira estava totalmente despreparada para enfrentar esta realidade.

Senti a necessidade de compartilhar os resultados da minha pesquisa com as igrejas e no início de 1988, iniciei um seminário de dois dias, com oito estudos de ensino, e a noite, ministração pessoal. Comparecem 27 pessoas no evento.

Como aprendi a ministrar, dirigida pelo Espírito Santo, cri que com uma pequena base teórica, os participantes aprenderiam rapidamente e de maneira natural, como ocorrera comigo. Enganei e então convidei as pessoas mais interessadas a acompanharem-me nos seminários posteriores que ministrei. Constatei que eles tinham que ser ensinados, passo a passo e comecei a treinar os que me acompanhavam, de maneira informal.

Neste interim, o livro foi sendo lido por pastores e teve no inicio boa aceitação. Mas quando descobriram que eu falava em crentes poderem ser opressos e afligidos por demônios, começaram a escrever, criticar e até livros publicaram, para dizer que o que eu ensinava, era antibíblico, uma heresia.

Assim, de um lado, teria que ensinar e treinar o grupo insipiente e de outro lado, haviam pessoas infiltradas que queriam destruir o ministério, trazendo confusão. A grande guerra era gerada pelos últimos, um casal. Havia alguns que tentavam se firmar na visão da libertação e cura, mas existia todo um grupo que se levantavam para condenar e acusar, pautado nas publicações feitas. Mas as pessoas ministradas foram sendo libertas. Os convites das igrejas se multiplicavam, porque o povo testemunhava sobre as libertações, curas e restaurações.

Houve necessidade também de ensinar sobre Intercessão, como apoio essencial a Libertação. Assim, no ano 1990 - organizei uma Consulta Nacional sobre Batalha Espiritual, onde compareceram 70 discípulos.

Houve uma guerra violenta contra Iemanjá naqueles dias e de certa forma, a destronamos. Naquele ano, um fabricante da cachaça para Iemanjá, deixou de vender 1,5 milhão de garrafas, exatamente a quantidade de tampinhas que o fabricante deixou de vender.

A adoração a ela começou declinar, mas, o espírito de violência começou adentrar na nação. Era a Rainha dos Céus com outras facetas: violência, prostituição e idolatria.

Quando enviei o convite da Consulta para Peter Wagner, meu professor de Fuller, este disse: aqui está a pessoa que vai liderar a Oração Unida para o ano de 2000.

Ele nomeou-me e eu organizei no ano de 1992, o primeiro Congresso de Guerra Espiritual. Foi um evento que se tornou divisor da água, para muitos.

Assim surgiram os cursos de Libertação Intercessão e hoje temos 9 cursos sendo ensinados no nosso Centro de Treinamento.

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